VITAMINA D: O QUE É, PARA QUE SERVE E COMO TOMAR

Um dos nutrientes essenciais para nossa saúde, a Vitamina D tem circulado na internet nas últimas semanas como uma aliada no combate à covid-19 depois da publicação de um estudo da Universidade de Turim, na Itália, que percebeu que a maioria dos infectados pelo vírus careciam dessa vitamina no organismo. 

Mas será que a Vitamina D têm realmente esse papel tão significativo na nossa imunidade à ponto de ser vista como “medicamento” preventivo ao contágio pelo coronavírus? 

Vamos conhecer um pouco mais sobre o que é a Vitamina D e qual sua função na nossa saúde.

Vitamina D – O que é?

A Vitamina D em essência não é uma vitamina, pois ela é sintetizada pelo nosso corpo como um hormônio esteroide lipossolúvel. Isso quer dizer que nosso corpo é capaz de produzir a Vitamina D, diferente das outras vitaminas, e que ele é “solúvel” em gordura . 

Ela recebeu a alcunha de “vitamina” em 1922 após a descoberta das vitaminas A, B e C e acreditava-se na poca que somente seria possível adquiri-la através do consumo de alimentos. No entanto, mais tarde a ciência provou que isso não é verdade.

Existem três formas de se obter Vitamina D conhecidas: a primeira é pela da ingestão de alimentos que possuem a substância, a segunda é através da exposição à luz solar e a terceira é através da suplementação sintética.

Cada uma dessas formas tem prós e contras e nós vamos falar sobre eles mais adiante. 

Vitamina D – Para que serve?

A Vitamina D controla 270 genes em nosso corpo, além de participar ativamente da produção de diversos hormônios.

Múltiplos problemas de saúde derivam da deficiência de Vitamina D no organismo como risco de ataques cardíacos, enfraquecimento dos ossos, pressão alta, envelhecimento precoce, imunidade baixa e consequentemente gripes e resfriados, e ainda diminui a incidência de doenças auto-imunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1.

Existem ainda numerosos estudos que associam a insuficiência de Vitamina D com a calvice prematura e a depressão. Nesse último caso, estudos demonstraram que os níveis de serotonina (hormônio que regula o humor) aumentam com a exposição à luz, logo minimizando alguns dos sintomas dessa doença neurológica.

Vamos agora falar mais um pouco sobre quais são as formas do nosso corpo obter Vitamina D.

Vitamina D – Vem do sol?

Uma das dúvidas mais frequentes das pessoas que pesquisam sobre o assunto é se a Vitamina D vem do sol. Não, a Vitamina D não vem do sol. No entanto, a luz ultravioleta (UVB) é fundamental na fabricação da mesma. 

A nossa pele regula 90% da síntese da Vitamina D que o nosso organismo precisa. Quando uma pessoa toma sol, os raios ultravioletas interagem com o colesterol existente na sub camada da nossa pele e gera colecalciferol que nosso fígado e rins irão usar como matéria prima na produção da Vitamina D.

A maioria dos médicos recomendam 15 a 30 minutos de sol diariamente, sem protetor solar (porque você precisa dos raios ultravioletas). 

No entanto, a deficiência de Vitamina D é problema bem comum de quem vive em grandes cidades, justamente porque passamos a maior parte do dia em ambientes fechados trabalhando, sem exposição ao sol. Da mesma forma, a população de cidades e países onde há baixa incidência de raios solares ao longo do ano costumam sofrer do mesmo problema. 

Existe ainda uma outra situação que pode determinar a sua capacidade de produção de Vitamina D: a cor da sua pele.

Um fator determinante da quantidade de colecalciferol que nosso corpo é capaz de produzir é a melanina. 

A melanina é um pigmento cuja principal função é proteger a nossa pele. Pessoas com a pele mais escura possuem mais melanina e pessoas com a pele clara, menos. Por isso, estima-se que pessoas com a pele negra absorvem até 10 vezes menos luz ultravioleta e por isso costumam precisar de suplementação de Vitamina D mais do que pessoas com a pele mais clara.

O sol, no entanto, não é a única fonte de aquisição de Vitamina D que temos à nossa disposição.

Vamos falar um pouco sobre alimentos que possuem Vitamina D em sua composição.

Vitamina D – Alimentos?

Como vimos mais acima, um dos componentes essenciais na fabricação da Vitamina D é o colesterol e esse é obtido através de alimentos de origem animal ricos em gordura. 

Alguns alimentos fontes de Vitamina D são:

  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Bife de fígado
  • Gema de ovo
  • Atum
  • Sardinha
  • Salmão selvagem
  • Queijo cheddar
  • Queijo suiço
  • Ricota
  • Ostra

No entanto, eles não possuem quantidade suficiente de Vitamina D para preencher as necessidades do nosso organismo. 

Enquanto médicos recomendam 600UI (unidades internacionais) como a dose mínima diária que um adulto precisa, ainda que uma dose de 5.000UI esteja por volta da quantidade ideal, um copo de ricota vai fornecer apenas 25UI e duas latas de sardinha oferecem apenas 46UI.

Por isso, a suplementação torna-se essencial para suprir essa deficiência.

Vitamina D – Suplementação?

Embora a luz solar ainda seja a principal recomendação dos médicos para obtenção de Vitamina D, eles podem indicar a administração via oral de suplementação de Vitamina D para aqueles pacientes que apresentam baixa concentração da substância no exame de sangue.

Neste caso, existem dois tipos de suplemento de Vitamina D: em gotas ou comprimido. 

O seu médico vai orientar sobre a dosagem ideal para o seu caso, mas de modo geral, recomenda-se 1 gota por dia ou 2 comprimidos na semana. É claro, cada marca possui sua própria recomendação de ingestão que você pode checar na bula do suplemento. 

Na Natural Quality nós trabalhamos com as melhores marcas de suplemento de Vitamina D, líquido e em pastilhas e você pode checar cada um clicando nos links abaixo:

Vitamina D3 2000UI – KAL

Vitamina DSUN D3 4000UI – CLEAN LAB

Vitamina D3 2000UI – NUTRITION ALL

Vitamina D – Vitamina D2 ou Vitamina D3?

Quando falamos em Vitamina D, estamos nos referindo ao complexo de vitaminas D1, D2, D3, D4 e D5. No entanto, as vitaminas D2 e a D3 são as mais relevantes para nossa saúde. 

A Vitamina D2, também chamada de ergocalciferol, é a que absorvemos ao consumirmos alimentos que possuem a substância em sua composição, como os exemplos citados anteriormente. O nosso corpo não absorve tão bem essa vitamina, por isso é considerada menos eficiente que a Vitamina D3.

Já a Vitamina D3, conhecida por colecalciferol, é a substância gerada pela nossa pela com a incidência dos raios ultravioletas. Ela então será transformada na Vitamina D que conhecemos pelo fígado e os rins, mais potente e menos tóxica em caso de super dosagem.

Vitamina D – Qual o risco?

Sendo componente essencial no processo de regulação de cálcio no organismo, a Vitamina D é extremamente importante na prevenção da osteoporose. No entanto, uma super dosagem pode causar justamente o efeito oposto que é a hipercalcemia. 

O excesso de cálcio no sangue provoca pedras nos rins e pode levar à perda das funções dos mesmos. E mesmo nos ossos, prejudica a renovação dos tecidos e eventual enfraquecimento deles.

No entanto, a hiperdosagem de Vitamina D só ocorre pelo uso inadequado da suplementação oral e, por isso, torna-se indispensável a realização de exames prévios e a orientação de médico no consumo das cápsulas ou gotas de Vitamina D.

Já as pessoas que praticam a exposição a luz solar para produzir Vitamina D não correm o mesmo risco pois a pele é capaz de regular a quantidade necessária do hormônio que precisa ser produzida para suprir as necessidades do nosso corpo.

Vitamina D – Imunidade?

A Vitamina D age na proliferação e inibição de células, entre elas o linfócito T, que é parte importante do nosso sistema imunológico. Inclusive, existe um estudo que aponta a substância pode reduzir as mortes de pacientes internados por pneumonia e agir sobre o bacilo koch, responsável pela tuberculose. 

Então fica claro que existe sim uma relação entre a falta da Vitamina D e a baixa imunidade, embora a Vitamina D não seja a única a atuar na nossa imunidade: os probióticos são essenciais para manter nosso sistema imunológico fortalecido e ainda trazem vários outros benefícios colaterais, como controle da glicemia e a perda de peso para quem quer emagrecer.

No entanto, é preciso tomar cuidado quando a Vitamina D passa a ser associada como a “cura” ou o agente preventivo da covid-19 pois, embora promissor, não devemos nos esquecer que o estudo da Universidade de Turim que tem circulado pela internet ainda está em fase inicial e como toda pesquisa séria, exige tempo para comprovação das hipóteses levantadas. 

Apesar disso, a Vitamina D continua sendo um hormônio fundamental na constituição dos nossos ossos, músculos e bem-estar em geral, por isso é importante estarmos atentos se o nosso corpo está recebendo a quantidade suficiente de Vitamina D que precisa ou tomar a suplementação necessária se assim o seu médico indicar.

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